O que é o Concurso Nacional Unificado
O Concurso Nacional Unificado, apelidado no meio concurseiro de Enem dos Concursos, é o certame que reúne em uma única inscrição, uma única prova e um único cronograma as vagas de dezenas de órgãos federais. Em vez de cada ministério publicar edital próprio, com banca, calendário e local de prova separados, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos coordena tudo por meio de blocos temáticos por área de conhecimento, e o candidato concorre a vários cargos dentro do bloco escolhido, hierarquizando a ordem de preferência no ato da inscrição. A edição CNU 2, de 2025, foi coordenada pelo MGI e organizada pela Fundação Getulio Vargas como banca examinadora. Como o edital oficial é publicado no Diário Oficial da União, o texto que vincula juridicamente vive no in.gov.br e no gov.br, e não em portais privados; as informações desta página foram compiladas a partir da cobertura da imprensa concurseira brasileira, uma vez que as consultas diretas ao gov.br estavam bloqueadas, e devem ser reconferidas no edital vigente antes de qualquer inscrição.
A dimensão do certame
O CNU 2 registrou 761.528 inscritos disputando 3.652 vagas distribuídas entre nove blocos temáticos e 32 órgãos federais. A prova objetiva, aplicada em 5 de outubro de 2025, teve comparecimento de 57,2 por cento dos inscritos. Foi o maior número de candidatos reunidos em uma única prova federal na última década, e o modelo unificado é o que viabilizou a logística.
Quem pode se inscrever
A nacionalidade exigida é a brasileira, ou naturalizada quando o cargo permitir, conforme o edital. A idade mínima é de dezoito anos. A escolaridade depende do cargo: cargos de nível superior exigem diploma de bacharelado na área nomeada pelo edital, como direito, economia, engenharia ou administração, conforme o bloco escolhido, enquanto cargos de nível médio aceitam ensino médio completo. O sistema de reserva de vagas abrange pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, nos percentuais fixados por lei federal.
Como é a prova
A primeira fase é a prova objetiva. Para os cargos de nível superior são noventa questões de múltipla escolha, trinta de Conhecimentos Gerais comuns a todo o certame e sessenta de Conhecimentos Específicos ligados ao bloco temático. Para os cargos de nível médio são sessenta e oito questões, vinte gerais e quarenta e oito específicas. Os candidatos mais bem classificados na objetiva são convocados para a prova discursiva, em número de até nove vezes o total de vagas por cargo e modalidade de concorrência, incluindo ampla concorrência, PcD, negros, indígenas e quilombolas. A discursiva é um estudo de caso ou dissertação sobre a temática do bloco, corrigida pela FGV a partir de espelho de correção público.
Regime jurídico, lotação e cadastro de reserva
Os cargos providos pelo CNU são estatutários federais regidos pela Lei 8.112/1990, e não contratos celetistas. O aprovado ingressa como servidor público federal, com a estabilidade e os benefícios do regime estatutário após concluído o estágio probatório. A lotação é definida por cada órgão depois da classificação final, e pode ser em Brasília ou em unidade regional, conforme o cargo. Como é comum aos certames federais, o edital cria cadastro de reserva: candidatos classificados fora do quantitativo imediato de vagas podem ser convocados durante a validade do certame, tipicamente dois anos prorrogáveis por igual período.
Faixas salariais
O edital de 2025 informou remunerações iniciais chegando a R$ 16.400 nos cargos de nível superior com maior peso técnico, com faixas menores para cargos de nível médio e para as trilhas de analista e técnico. O valor exato da remuneração inicial é fixado por cargo no edital e, depois da posse, segue o plano de carreira do órgão de lotação.
Preparo da inscrição e dia da prova
A inscrição é feita pelo portal FGV Conhecimento da edição vigente. Os utilitários do site ajudam a ajustar o retrato às dimensões que o edital pede e a verificar a idade mínima na data-limite. No dia da prova, chegue ao local com pelo menos uma hora de antecedência ao fechamento dos portões indicado no cartão de confirmação de inscrição. Leve o cartão impresso, documento oficial de identificação com foto (RG, CNH ou passaporte) que coincida com a inscrição e caneta esferográfica preta de corpo transparente para a folha de respostas. Celulares, smartwatches, calculadoras e qualquer dispositivo eletrônico estão proibidos na sala, e só é permitido o material autorizado pelo fiscal.
Para cronograma atualizado, lista de cargos por bloco temático, edital e retificações, consulte a página oficial FGV Conhecimento e a publicação correspondente no Diário Oficial da União.